Maquinarama (Samuel Rosa - Chico Amaral)


Motorista, siga aquela lua,
Aquela placa, aquela seta, aquela rua
Pois a minha sorte não é tão certa como a sua
Mas atravessa esse beco e continua

Motorista siga aquela moça
Corpo de seda e coração de louça
Abaixe o rádio para que ela me ouça
E guarde meus sonhos em sua bolsa

Motorista, siga aquela lua,
Aquela placa, aquela seta, aquela rua
Pois a minha sorte não é tão certa como a sua
Mas atravessa esse beco e continua

Olha artista, é depois da reta,
Até depois de ter sua missão completa
Depois de ver que não houve meta
Que a felicidade é Deus que soletra

Eu sei que essa vida contém
Cenas de perplexidade
Esse filme, pensando bem
É impróprio para qualquer idade

Na esquina me dê dois minutos
Para roubar à ela beijos curtos
Que o amor derruba viadutos
E vai e vem com seus modos brutos

Agora siga, pegue aquela pista
Não vou voltar ainda tendo em vista
Que a confusão humana se tornou ilícita
Chora e se emociona e posa pra revista

Olha artista, é depois da reta,
Até depois de ter sua missão completa
Depois de ver que não houve meta
Que a felicidade é Deus que soletra

Eu sei que essa vida contém
Cenas de perplexidade
Esse filme, pensando bem
É impróprio para qualquer idade

Motorista, siga aquela lua,
Aquela placa, aquela seta, aquela rua
Pois a minha sorte não é tão certa como a sua
Mas atravessa esse beco e continua

Eu sei que essa vida contém
Cenas de perplexidade
Esse filme, pensando bem
É impróprio para qualquer idade


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